‘Minha aliança hoje é contra o barbalhismo’, diz Lívia Noronha no videocast Chá de Canela
Chá de Canela Videocast Revista CDC

‘Minha aliança hoje é contra o barbalhismo’, diz Lívia Noronha no videocast Chá de Canela

Livia Noronha. Crédito: Divulgação

A pré-candidata ao Senado do Pará pelo Solidariedade, Lívia Noronha, afirmou durante participação no videocast Chá de Canela que sua principal articulação política atualmente é “contra o barbalhismo”. Na entrevista, ela comentou a relação com o PT no Pará, negou aproximação com o bolsonarismo e disse que existe uma tentativa de construir narrativas para associá-la à direita.

O Chá de Canela vai ao ar semanalmente, às terças-feiras, às 20h, com transmissão pelo YouTube da Rede Nova Belém e do próprio podcast. Os programas também ficam disponíveis nas principais plataformas de áudio, como Spotify, Deezer e Apple Podcasts.

Lívia afirmou que ainda se identifica com o PT nacional, citando lideranças históricas da legenda, mas criticou o espaço ocupado pelo partido no estado. “O PT, o qual eu me identifico nacionalmente, é onde estão grandes referências minhas”, declarou. Segundo ela, no Pará, a realidade é diferente. “O PT no estado, ele não me acolhe, enquanto militante, enquanto mulher, enquanto mulher negra, enquanto esquerda”, disse.
Durante a conversa, a pré-candidata afirmou que o cenário político paraense está marcado pela influência de grupos familiares no poder. “Esse acolhimento é uma proximidade, num lugar de subalternização, a uma oligarquia familiar. Um projeto muito individual, muito em torno de uma família”, afirmou.
Ao comentar alianças políticas e críticas recebidas nas redes sociais, Lívia reforçou que sua posição não representa apoio ao bolsonarismo. “Inclusive, quando Éder Mauro foi candidato a prefeito de Belém, eu, diferente de várias outras figuras públicas, botei a cara e fui fazer campanha no segundo turno contra ele, contra o bolsonarismo”, declarou.
Ela também explicou que sua articulação atual tem caráter estratégico. “A minha aliança é contra o barbalhismo hoje. A minha aliança hoje, que é uma aliança que a gente chama de pragmática, de tática, é uma aliança que não é ideológica, ela é com alguém que tem condições de vencer essa oligarquia familiar”, afirmou.
Lívia ainda rebateu críticas sobre uma suposta incoerência política e disse que há uma construção de narrativas nas redes sociais para associá-la ao bolsonarismo. “Tem sim uma construção de narrativa para tentar me aproximar do bolsonarismo, mas ninguém diz o que é o bolsonarismo”, declarou. Segundo ela, esse movimento parte de setores que veem sua pré-candidatura como ameaça política. “Essa tentativa de construção de narrativa parte de quem vê problema e tem medo de uma pré-candidatura como a minha”, concluiu.

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