A pré-candidata à deputada federal Vivi Reis (PSOL) participou do videocast Chá de Canela e comentou sobre o crescimento da cultura red pill no ambiente político e digital. Durante o episódio “Como lidar com os red pills da política?”, a ex-deputada federal afirmou que os discursos ligados ao movimento fazem parte de um projeto político associado à extrema direita e à violência contra mulheres.
Ao falar sobre enfrentamento político, Vivi Reis defendeu que alguns embates exigem respostas mais firmes.
“Tem uns que não tem jeito, gente, tem uns que a gente vai ter que falar a linguagem dele, a gente vai ter que descer um pouco pra baixaria pra poder combater”, afirmou.
Segundo ela, é preciso diferenciar jovens que reproduzem discursos machistas daqueles que atuam politicamente para fortalecer essas narrativas.
“Eu não tô falando dos jovens que reproduzem, que esses precisam de educação. Mas é bom deixar bem alinhado entre nós ter consciência que red pill e extrema-direita fazem parte do mesmo projeto”, disse.
A pré-candidata afirmou ainda que esse movimento político tem impacto direto no aumento da violência contra mulheres.
“É um projeto que faz com que aumente o número de feminicídios e de violências contra a mulher. Então, red pill e extrema-direita são o mesmo projeto. E o alvo somos nós, as mulheres”, declarou.
Durante a entrevista, Vivi Reis também comentou sobre o cenário político paraense e descartou apoio aos grupos ligados ao governador Helder Barbalho e ao prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel.
“Nós não vamos apoiar Hana e nem o doutor Daniel. Isso é uma coisa que já está sacramentada”, afirmou.
A representante do PSOL reforçou que o partido vai lançar candidatura própria ao governo do Pará, defendendo o nome da professora Aracely Lemos.
“Nós temos uma candidatura própria, que é a professora Aracely Lemos, uma mulher que representa as lutas que nós queremos”, destacou.
Ao falar sobre sua trajetória política, Vivi Reis afirmou ter recusado alianças e negociações políticas que, segundo ela, poderiam garantir espaços dentro do governo estadual.
“Eu quero cumprir o papel de ser uma renovação da esquerda paraense e não precisar estar aliada nem com o doutor Daniel e nem com o barbarismo para isso”, concluiu.


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