Marinor Brito relata bastidores hostis da política no Chá de Canela
Chá de Canela Videocast Revista CDC

Marinor Brito relata bastidores hostis da política no Chá de Canela

Vereadora Marinor Brito. Crédito: Divulgação

Os bastidores da política ainda são marcados por episódios de hostilidade, misoginia e violência simbólica contra as mulheres. A avaliação é da vereadora Marinor Brito (Psol), que participou do videocast Chá de Canela em um episódio com o tema “Quais os bastidores que ninguém vê na política?”.

Durante a entrevista, a parlamentar afirmou que os espaços institucionais historicamente não foram construídos para acolher mulheres, especialmente as de camadas populares. Segundo ela, a trajetória política é atravessada por desafios que vão além do debate público e incluem situações de preconceito e desrespeito nos ambientes de decisão.

Filha de uma costureira e natural de Alenquer, Marinor relembrou sua origem humilde e a influência da mãe na formação de seus valores. Ela destacou que foi criada em um ambiente pautado pelo respeito às diferenças, solidariedade e participação cidadã.

A vereadora contou ainda que o interesse pela vida pública surgiu ainda na infância. Aos 12 anos, participou sozinha de uma audiência para apresentar reivindicações relacionadas à escola onde estudava.

Ao refletir sobre a trajetória dos movimentos sociais e da luta por direitos, Marinor ressaltou a importância de preservar a memória histórica das conquistas democráticas. Para a parlamentar, muitos dos direitos atualmente garantidos à população foram resultado de décadas de mobilização e resistência.

“A gente precisa ter sempre um olhar no passado para que não esqueça que essa construção foi muito dura”, afirmou, ao mencionar as lutas em defesa dos direitos humanos, da educação e da igualdade de gênero.

Apesar dos avanços conquistados ao longo dos anos, Marinor avalia que a hostilidade continua presente nos bastidores da política. Segundo ela, mulheres que ocupam cargos públicos ainda enfrentam atitudes desrespeitosas por parte de colegas e precisam reafirmar constantemente sua legitimidade nos espaços de poder.

A parlamentar defendeu que mulheres eleitas sejam tratadas com o mesmo respeito destinado aos demais representantes políticos, independentemente da quantidade de votos obtidos nas urnas. “Não queremos florzinha. Queremos respeito”, declarou.

Ao abordar o tema, Marinor também mencionou episódios recentes de tensão no ambiente legislativo, apontando que situações de constrangimento e desrespeito continuam fazendo parte da rotina de muitas mulheres que atuam na política institucional. Para ela, o enfrentamento dessas práticas é fundamental para fortalecer a democracia e ampliar a participação feminina nos espaços de decisão.

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