Belém sendo mídia viva com telas inteligentes pelas ruas da cidade
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Belém sendo mídia viva com telas inteligentes pelas ruas da cidade

Belém se transformando em telas inteligentes. Crédito: Divulgação

As cidades já não são apenas cenário da vida urbana, estão se consolidando como plataformas de comunicação em tempo real. Em meio a rotinas aceleradas, múltiplas telas e atenção fragmentada, a publicidade out-of-home (OOH), especialmente em sua versão digital (DOOH), ganha um novo protagonismo, falar com as pessoas enquanto a vida acontece.

É nesse contexto que empresas como a Ultra OOH vêm redesenhando o papel da mídia urbana. Para Igor Ricardo, gerente de marketing da empresa, a transformação vai além da tecnologia, trata-se de uma mudança na forma de conectar marcas e pessoas.

“Os painéis digitais deixaram de ser um suporte passivo para se tornar um meio ativo de comunicação. Hoje, o OOH é uma plataforma de conexão com o público em movimento, no trajeto do trabalho, no lazer, na rotina da cidade”, afirma.

Diferente do ambiente digital tradicional, onde anúncios podem ser ignorados com um clique, a mídia urbana ocupa o espaço físico e, por isso, se torna inevitável. “É o único meio que não pode ser bloqueado ou pausado. Ele está no mundo real, onde a vida acontece”, completa Igor.

Se antes o outdoor era associado a mensagens fixas e pouco dinâmicas, hoje o DOOH opera com base em dados, automação e atualização em tempo real. Painéis de LED de alta resolução, totens digitais e empenas conectadas a sistemas em nuvem permitem que campanhas sejam ajustadas ao longo do dia.
Isso significa que uma mesma peça publicitária pode mudar de acordo com o horário, o clima ou o fluxo de pessoas. Um anúncio de guarda-chuva, por exemplo, pode aparecer justamente quando começa a chover, tornando a comunicação mais relevante e contextual.

“A Ultra não vende apenas espaço, oferece contexto. Entregar a mensagem certa, no lugar certo, para o público certo, no momento mais relevante é o que gera impacto real”, explica.

Essa lógica é sustentada por dados de geolocalização, fluxo urbano e perfil de audiência, sempre de forma agregada. A personalização, nesse caso, não compromete a privacidade, mas amplia a eficiência.

Em cidades cada vez mais conectadas, como Belém, onde as pessoas fazem várias coisas ao mesmo tempo, conquistar atenção virou um desafio.
“O impacto visual do DOOH é muito superior, com movimento, cor e dinamismo. Estudos mostram que painéis digitais geram até 2,5 vezes mais atenção do que os estáticos”, destaca Igor.
Além disso, surge um comportamento cada vez mais comum, o da “segunda tela”. Ao ver um conteúdo interessante na rua, o público recorre imediatamente ao celular para buscar mais informações.

Nesse cenário, o OOH deixa de ser apenas um ponto final da comunicação e passa a ser o início da jornada do consumidor.

Se a atenção é disputada, medir resultados também evoluiu. Hoje, o setor já conta com métricas como número de impressões, tempo médio de exposição e alcance por campanha.
Tecnologias mais avançadas, como visão computacional, começam a permitir análises ainda mais precisas, identificando quantas pessoas olharam para um painel e por quanto tempo, sem qualquer identificação individual.

“Também conseguimos entender o comportamento pós-exposição, como visitas a sites ou lojas após o contato com a campanha”, afirma.

Comunicação inteligente
Mais do que publicidade, o DOOH se insere na lógica das cidades inteligentes. Os mesmos painéis que exibem anúncios podem oferecer informações úteis, como trânsito em tempo real, alertas de saúde ou dados climáticos.

“A publicidade financia essa infraestrutura e, em troca, a cidade ganha comunicação dinâmica e funcional. Não somos apenas um veículo publicitário, mas parte do desenvolvimento urbano”, diz Igor.

A digitalização também traz impactos ambientais positivos. A substituição de outdoors impressos reduz o uso de papel, tinta e logística de instalação. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com a poluição visual.

“Menos painéis, com mais qualidade e relevância, geram mais resultado do que uma saturação de mensagens”, pontua.
Nos próximos anos, a tendência é que o OOH se torne ainda mais orientado por dados, com campanhas cada vez mais inteligentes e adaptáveis ao contexto urbano.

Em cidades brasileiras, especialmente fora dos grandes centros, ainda há espaço para expansão e digitalização dos pontos de mídia.

“O OOH tende a ganhar mais protagonismo, deixando de ser apenas apoio e passando a ter um papel mais estratégico nas campanhas”, projeta Igor.

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