Todo fim de ano carrega uma sensação coletiva de encerramento. Confraternizações, balanços pessoais e expectativas para o futuro fazem parte do ritual social da virada. Pela astrologia, no entanto, o tempo funciona de outra forma: o que marca os períodos de mudança são os ciclos, que nem sempre coincidem com o 31 de dezembro.
Para a astróloga Jamille Queiroz, compreender a virada de ano sob o viés astrológico ajuda a reduzir a ansiedade por recomeços imediatos e a enxergar o momento atual como parte de um processo maior.
“Na astrologia tudo é cíclico. Tudo é um ciclo, na verdade, né? Então, você tem um período em que você vai plantar. Você tem um período em que você vai fazer aquilo crescer e prosperar. E você tem um período que você vai celebrar, colher e celebrar.”
Segundo ela, embora o calendário civil indique o fim de um ano em dezembro, esse encerramento simbólico tem um papel importante. É um momento de reconhecimento e valorização do que foi vivido, mesmo quando o período foi marcado por desafios.
“Todo fim de ciclo é importante a gente celebrar as vitórias. por mais que esse ano tenha sido difícil, desafiador. É importante você olhar com carinho aquilo que foi bom. E celebrar. Por isso é tão importante a gente fazer parte, assim, dessas confraternizações de fim do ano, fazer um brinde. porque a gente precisa celebrar as pessoas com quem a gente partilhou esse ano. E as nossas vitórias.”
Para Jamille, esse gesto de reconhecimento não é apenas social, mas também simbólico. Celebrar o que deu certo ajuda a abrir espaço para novos movimentos.
“Para que a gente abra um ciclo de mais vitórias ainda? É só reconhecendo o que já é bom que a gente consegue atrair ainda mais coisas boas para a nossa vida.”
Quando o ano realmente começa na astrologia
Do ponto de vista astrológico, o verdadeiro início do ano ocorre em março, com a entrada do Sol em Áries. É nesse momento que se inaugura um novo ciclo zodiacal. Até lá, o período que atravessamos funciona como uma fase de preparação intensa. “O novo começo para a astrologia, ele é em março, junto com o signo de Áries”, conta a astróloga.
Jamille explica que o final do ano é marcado por uma energia de trabalho e movimentação, o que se reflete diretamente na rotina das pessoas, “até porque ele vem sobre a regência de Sagitário e Capricórnio”, ambos signos muito ativos.
A astróloga observa que essa leitura simbólica dialoga com a realidade prática do fim de ano, especialmente no comércio e na economia.
“Final do ano é uma época de grande movimentação no varejo. Então, existem muitas vendas, a vida fica muito movimentada e é onde circula muito mais dinheiro. Então, é um período em que a maioria das pessoas acaba trabalhando mais, né?”
Esse movimento intenso reforça a ideia de que dezembro não é exatamente um ponto final, mas uma etapa de esforço e conclusão antes de um novo ciclo que só se inicia, de fato, meses depois.
“Na Astrologia, o ano começa somente no dia 21 de março, junto com o signo de Áries.”
Como atravessar esse período com mais clareza
Para lidar melhor com essa transição, Jamille sugere um olhar mais organizado e consciente sobre a própria vida, sem a pressão por mudanças imediatas.
“Para começar esse ano com mais clareza, atravessar esse momento mais direcionado, a primeira sugestão é fazer um balanço mesmo do seu ano, do que foi bom e das coisas que você quer melhorar. Dividir isso por áreas.”
Ela recomenda observar diferentes setores da vida, como finanças, relações e objetivos pessoais, entendendo onde se quer chegar ao final do próximo ciclo.
Jamille reforça que não se trata de criar listas extensas, mas de sentir como cada área da vida deveria estar ao final do ciclo. “Não precisa ser uma lista extensa, o ideal é que não seja. mas sim que você consiga sentir como cada área da sua vida deveria estar ao final desse novo ciclo que vai se iniciar ali em 2026.”
O mapa pessoal importa mais do que a energia do ano
Outro ponto central da Astrologia, segundo a astróloga, é compreender que cada pessoa vivencia os ciclos de maneira diferente. Ela explica que a Revolução Solar, mapa feito a partir do aniversário de cada pessoa, oferece pistas importantes sobre onde investir energia.
Esse olhar individual ajuda a entender quais áreas estão mais favoráveis e quais pedem cautela.
“Todos nós, durante o ano, temos uma área da nossa vida que fica mais favorável. Coisas que a gente deveria investir e coisas que não são tão favoráveis.”
2026: foco, movimento e coragem
Ao olhar para o próximo ciclo, Jamille resume 2026 em três palavras-chave: foco, movimento e coragem. Para ela, o ano não favorece a estagnação. “Não é um ano para ficar parado.”
A astróloga destaca a importância de assumir desejos e projetos com clareza. “A gente precisa ter coragem de assumir o que a gente quer. escorrer atrás dos nossos objetivos. Não é ano para ficar atrás do muro”, analisa.
Mesmo que nem tudo se concretize imediatamente, o movimento é essencial. “Por mais que você não finalize ele esse ano, é muito importante dar movimento para ele em 2026.”
Um ano regido por Marte
2026 será regido por Marte, planeta associado à ação, iniciativa e coragem, com forte ligação aos signos de Áries e Escorpião. Jamille explica que, independentemente do signo solar, vale observar onde Áries aparece no mapa pessoal e aprender com sua energia.
“Áries é um signo que não tem medo.” Ela destaca que essa coragem vem da ação imediata, sem excesso de antecipação ou autossabotagem. “Se ele tem que iniciar as coisas, ele faz”, acrescenta.
Para Jamille, 2026 convida a agir antes que o excesso de planejamento paralise.
“Para 2026, esse é um ano de você. Pegar aquela voz que já veio na sua cabeça e agir em cima dela.”
A astróloga encerra com um convite simbólico: encarar o novo ciclo com a curiosidade e a coragem de quem experimenta o novo sem garantias.
“Fica o convite da gente encarar 2026 como uma oportunidade nova, sabe? ‘Ah, eu nunca fiz isso, eu vou experimentar. Vai que dá certo’.”
Mais sobre astrologia e previsões para o próximo ano no episódio de encerramento da temporada do Chá de Canela:


Leave feedback about this